one of my first words in english.

O texto mais lindo que li nos últimos tempos. Being blue and all those complicated things about life. Let me keep on going, let the drama begin. I'm just starting, you know. I'm real. When I fight of being. I've been smiling around but sometimes I just go on my knees and let it flow. Let the tears drop as a waterfall. And then I write it all down. That's my thing. I'm gonna put a sad song in and I just mix these salty water that keeps on falling even though I don't want them anymore. And I let them be. I let them turn into words. And all my doubts, they don't disappear. Even if I want them to vanish. They turn into questions that I can't answer. Turn into sadness and being blue is a matter of time, just time. And it just lasts for a night. Maybe less than this, feeling like being alone is the most terrible thing in the world but realizing that this is what I need: getting in touch with my deepest fears and facing them. That's all I've been doing, all this time: finding out that I need that feeling of not belonging anywhere but here, where I'm standing right now. Not where I find myself the happyest, but where I am. And there's nothing wrong on being here. There's absolutely nothing wrong of being.

Quando alguém fala por nós.

"De repente, estou só. Dentro do parque, dentro do bairro, dentro da cidade, dentro do estado, dentro do país, dentro do continente, dentro do hemisfério, do planeta, do sistema solar, da galáxia — dentro do universo, eu estou só. De repente. Com a mesma intensidade estou em mim. Dentro de mim e ao mesmo tempo de outras coisas, numa sequência infinita que poderia me fazer sentir grão de areia. Mas estar dentro de mim é muito vasto."
Caio Fernando Abreu

nota sobre a linha tênue do respeito e egoísmo

E então respeito torna-se uma coisa um tanto rara. Só a própria felicidade interessa e virem-se, resolvam-se vocês com suas frustrações. Procurem terapia, meditação em grupo ou um entorpecente qualquer, mas não queiram o meu sono em troca de uma confissão desesperada. Concordo que não sejamos inteiramente responsáveis pela dor alheia mas se for parar para pensar, somente nossos respectivos umbigos realmente importam por aqui. E incluo-me, cabeça ombro joelho e pé nesta afirmação. Em vez de "dinâmico", "pró-ativo", egoísmo deveria ser a palavra que mais conta nos currículos por aí. E às vezes seja a grande contradição que serve como estratégia de salvação. Lei da selva. Porque é só o que é viver - e sobreviver - num mundo como o nosso: garantir o seu. Agarrar com unhas, patas e dentes o que queremos. Porque ora, se não o fizermos, me pergunto quem o faria. É não pisar no freio porque a vida não espera. Se quiser descer mesmo, toma coragem, respira fundo e pula com o carro em movimento. Vai doer mas talvez essa seja a grande sacada: não quantas vezes você escapa do perigo ileso mas quantas cicatrizes contabiliza no final do dia.

"quando eu tiver 25..."

E lá pelos dez eu me imaginava assim: com vinte e cinco. Casada e com filhos, acho. Elegante e bem sucedida. Com os cabelos negros, presos num rabo de cavalo e talvez usando óculos de grau - sabe, dão mais credibilidade. Uma jornalista respeitada ou talvez uma executiva mandona. Mas não era só isso: com essa idade iria conseguir medir minhas palavras. Saberia o que dizer naquelas situações em que a gente nunca sabe realmente o que dizer. Vou ser firme e doce ao mesmo tempo. Severa e amável, numa contradição equilibrada e pacífica. Vou saber dizer não e meu sim será fácil também. Principalmente, não vou me preocupar com os detalhes. Vou confiar no amanhã. Não vou me incomodar com as entrelinhas e vou ser tão easy-going que até eu vou estranhar. A Naiá dos vinte e cinco seria inteligente mas saberia não se levar tão a sério. Conseguiria falar da situação política do Nepal e também da nova coleção do Marc Jacobs. Do novo filme do Alfonso Cuarón mas também dos episódios inesquecíveis de Sex and the city. Ela saberia relaxar e rir de si mesma sem deixar seu senso crítico de lado. Franziria a testa quando contrariada e não conseguiria, em hipótese alguma, ouvir um absurdo sem se manifestar. Isso não faria parte dela. Não suportaria um emprego mais ou menos e não se conformaria ao ver um cachorro de rua sozinho, especialmente no inverno. Seria madura mas se permitiria chorar com uma música no trem. Ou deixaria as lágrimas escorrerem num riacho ao fim de livro - que talvez vire o livro preferido dela depois do fim. E ela iria ler mais, muito mais. Seria menos ansiosa. Ou, corrigindo, nada ansiosa. Teria uma quantidade teoricamente reduzida de amigos mas dos quais ela saberia todas as minúcias e as qualidades mais admiráveis - que, de certo, eram as razões pelas quais eles estariam por perto até hoje. Saberia os defeitos também, pra poder entendê-los por completo e respeitar os seus momentos. Assim como eles saberiam os seus poréns e te deixassem ser doida às vezes. Aquela Naiá adoraria ficar horas sentada no sofá conversando e dividindo a vida e, claro, uma garrafa de vinho. Acreditaria em mistérios da natureza e seria fanática por misticismo. Afinal, tem tanta coisa no mundo inexplicável que seria difícil ser racional o tempo todo. Ela, com seus quarto de século seria determinada e nunca acomodada. Não deixaria que os trinta chegassem sem sentir que estaria fazendo algo para que eles viessem doces e suaves.

E cá estou eu, com vinte e cinco. Nem perto de ser tudo isso que eu imaginava que seria. Mas, acima de tudo, tentando descobrir onde minhas escolhas irão me levar...

quando dói

quando dói mas não dá pra chorar. não tem ninguém assistindo mas a gente não quer deixar que ela venha. a mágoa, essa maluca. que corrói tudo que encontra quando não te vê. a dor, essa cretina, que aparece quando não se espera e tira o sorriso do rosto. coloca um gosto amargo e doente, coloca um tanto de água nestes olhos brilhosos e afunda qualquer resquício de vida.

(no subject)

Take your time. Just don't take too long cause I'm on my way too...

You do whatever you want with me. But I'll do whatever I want with the pieces you've left of me.

Pra quando você voltar.

Quanto você voltar vai ser tarde da noite. Aquela brisa gostosa de fim de tarde já vai ter passado. Quando der a hora de você chegar o relógio já vai ter rodado tantas vezes que vai ser difícil lembrar da última vez que você esteve aqui. A solidão vai ter tomado conta dos meus dias. As lágrimas vão banhar minhas noites. O amor vai ser substituído pela dor da sua falta. Pelo excesso de ausência que você deixou. Aquele sorriso bobo que aparecia quando nossa música tocava no rádio vai dar lugar ao suspiro exausto que sua partida repentina me causou. Mas agora que você foi embora eu quase posso tocar com os meus pés no chão. Posso abrir os olhos sem hesitar. Agora que você se foi talvez eu volte a ser quem eu era antes de você chegar...

(no subject)

Hoje escutei nossa música e chorei. E não por lembrar de você e dos seus olhos azuis imensos. Desses olhos que já gostei tanto. As lágrimas caíram de tristeza, menino. Porque eu me senti sozinha mesmo estando na sua companhia. Quer coisa mais triste? Isso não é certo não. Nem com você e muito menos comigo. Eu me enfiar nessa maluquice só pra lembrar que aqui existe um coração e ele gosta de bater rápido e forte por alguém. Mas tantas dúvidas, tantas lágrimas deixaram meu coração cansado de bater assim. Ele quer bater direito, sabe? Compassado, num ritmo nem tão constante mas sem desafinar tanto. Por isso é hora de desligar essa vitrola triste e colocar um sambinha pra tocar...

whatever.

Qualquer coisa tá bom, então, a conta veio antes do prato principal. Eu não me importo mais nem com almoço nem com jantar. Café da manhã há muito não vejo. Nem sei que cheiro tem. Já tive fome. Agora que já passou da hora como pizza fria. Comida requentada. Porque quando eu estava faminta eu não comi nada. Agora deixa eu desmaiar mesmo, ligo não...precisa de louça fina não pra me dizer tudo isso. Precisa de guardanapo de pano não. De castiçal ou talher de prata. Minha fome era outra, era antes. A hora que você servir o seu jantar eu estarei bem longe, com fome, mas livre dessas regras que me fazem achar errado comer quando estamos com vontade.